Recentemente escutei as perguntas que todos se fazem em algum momento da vida: "Será que vou tomar as decisões certas?", "Será que tomei as decisões corretas?".
Essas dúvidas são mais acentuadas na adolescência, a fatídica e traumática mudança da infância para a vida adulta. Aquela fase de turbilhonamento em que sua mente se expande rápido e tudo é muito maior e mais importante.
Quando passa achamos que essas perguntas se vão para não voltarem mais. Até algum acontecimento marcante, como o término de um relacionamento. Surpresa!! Olha as malditas aí de novo a te atormentarem.
Como o criador de Macbeth já dizia: "Nada é bom ou mau, seu pensamento é que o faz."
E é isso que traz consigo o entendimento filosofal acerca da vida. Não há escolhas corretas ou escolhas erradas. Apenas há escolhas. Se vc tivesse feito outra escolha, sua vida não seria melhor, ou pior, seria apenas diferente. Se vc escolher a trilha da esquerda ao invés da direita, seu destino apenas será outro. Ou talvez não, talvez seja o mesmo e vc apenas dê uma volta maior. De repente até mais agradável.
A essa altura vcs já devem ter percebido que não ofereço respostas. Nem tenho essa intenção, ou essa presunção. Ficarei contente se for capaz de fornecer perguntas. Pq afinal, é isso mesmo. Não há respostas, e se houverem, não me digam qual é. Se todas as perguntas forem respondidas, qual o sentido de continuar? O que vou ser se todo o caminho já estiver delimitado e demarcado?
Devemos sim, nos lembrar que as férias são boas. Nos bronzeamos ao sol nadando no mar azul e desfrutamos da brisa refrescante na noite estrelada. Mas sempre ficamos vermelhos e ardidos com o passar do tempo e os mosquistos não tardam a nos achar no passeio bucólico. As coisas apenas são assim. Guardemos o retrato dos bons momentos e deixe tudo o mais se desvanecer na memória biológica. Felicidade absoluta e eterna é ficção romântica. E nunca devemos parar de persegui-la. Apenas não podemos ser engolfados pela ansiedade durante a (incessante) busca.
Os budistas têm um conceito interessante sobre a sabedoria e a meditação. Segundo sua crença, a sabedoria está sempre ao nosso redor, tentando nos alcançar. Mas nossas preocupações, nossas dores, nossos medos e vaidades a impede de nos atingir. Através da meditação nosso coração se acalma e ela nos preenche. Malefícios religiosos à parte, a idéia de acalmar o coração é justa. Traz junto todo um conjunto de idéias que pode ser facilmente adaptado à boa e velha idéia: aproveite!
Mahatma Ghandi dizia que sempre colocamos a felicidade um passo à frente de onde estamos, por isso nunca a alcançamos.
Psiquiatras dizem que passamos 75% do nosso tempo pensando no passado, 20% no futuro e apenas 5% no presente. Que tal alterar um pouco essa estatística e apenas viver?
